11 de agosto de 2011


podes pedir desculpa milhões de vezes, dizer que me amas as vezes que quiseres, dizeres o que quiseres, quando quiseres. mas se não provares que as coisas que dizes são verdade, então mais vale não as dizeres. porque se consegues mostrá-lo, as tuas palavras não me servem para nada.

infelizmente.

10 de agosto de 2011


era um dia normal: andavas sorridente a levar-me para todo o lado, fazia sempre tudo o que querias e no fim do dia, deixaste-me deitada na cama mais bonita da casa e por fim foste-te deitar também. no dia seguinte apareces-te mas diferente, levantaste-me bruscamente e sentaste-me no chão do quarto encostada á parede até que apareceste com outra. ela era morena e a sua silhueta era aparentemente bonita e tu olhávas para ela de modo diferente, de um modo mais especial ao que olhavas para mim. sentaste-a na cadeira virada para ti e ali ficas-te preplexo a apreciar algo dela que eu não conseguia revelar. deixaste-me ali, horas naquele quarto sózinha, á espera que me levantasses e me penteasses o cabelo, á espera que me desses um beijo de boa noite e me deitasses carinhosamente na mesma cama mas ali fiquei em silêncio mais uma vez á espera. decidis-te tirar-me de lá, meter-me fora de casa e colocar-me numa caixa e pela sua transparência somente te vi todos os dias sentado em frente a ela, a contemplá-la.
foi aí que me fartei e de uma vez me decidi: "deixei de ser a tua boneca e comigo, não brincas mais ás casinhas!"

and then, i will bring you back and i will fucking kill you again (:

9 de agosto de 2011

8 de agosto de 2011

sei que a nossa relação nunca foi das melhores, que o teu apego por mim nunca foi suficiente para um dia me amares como amiga e não só como membro da familia. nunca tivemos necessidade de nos abraçar muito menos de estar sempre juntos, aliás, nunca soubemos o que isso era. sempre te amei desde que te conheço mas tu nunca soubes-te, nunca te abraçei com medo de levar um empurrão, nunca pude contar com a tua presença sempre que precisasse pois tu viravas-me as costas, nunca pude dar a minha opinião porque tinha medo que me gozasses e muito da minha infância foi assim quanto a ti e ao teu irmão. tirando isso, estou feliz por agora contares comigo para o que precisares e tenho orgulho nisso porque sempre estive aqui e estou, todos os dias da minha vida para isso. no meio de todos os meus amigos e familia sei sempre o espaço que ocupas em mim e quero que saibas que apesar de tudo, nunca deixei de admirar ou valorizar a tua pessoa, desses-me ou não para trás. sempre tentei não ligar a isso porque para mim serás sempre um bom amigo para além de primo. todos temos os nossos defeitos mas também sabemos ser pessoas fantásticas e sei que não vale a pena ligar ao que um dia foste mas sim ao que agora és. estarei sempre ao teu lado, seja de que modo for, em que altura for. tudo isto parece ridiculo mas é o que sinto e era na altura de to dizer. sem mais conversa de ir ao cu, parabéns primo! quero-te feliz, todos os dias da tua vida!

João Alexandre.

4 de agosto de 2011

tenho já de começar por te espetar um enorme sermão em cima tendo em conta que há coisas que como em toda a gente, ficam atravessadas na garganta. é complicado começar pois sinto que tenho imenso para te dizer, tanta coisa presa no pensamento que tenho de deitar cá para fora mas acima de tudo isso tenho ainda mais receio de me esquecer de algo o que é ainda mais agonizante. antes de tudo o que tenho para te transmitir, quero começar por te dizer mais uma de tantas outras vezes que estou aqui para todos os momentos, sejam eles bons ou não e que isso nunca mudou, mas inúmeras vezes fazes-me sentir como se estivesse presente apenas para os bons, em que estás feliz, em que precisas de opiniões sobre músicas, fotografias ou outros afins mas afinal de contas todos os momentos em que queria ser mais útil na tua vida é onde não sou, ou pelo menos é o que dás a entender. Sabes que estou a dizer isto de coração e que se antes tinha duvidas agora tenho certezas depois de tanto aviso que te fiz sobre isso, como tua melhor amiga sinto que uma parte de mim já não está contigo e é a parte de te ouvir, de te apoiar, de te por um sorriso na cara e te dar a minha opinião sobre assuntos que te sentes desconfortável. Poderia agora não estar a falar nisso mas a verdade é que falo porque sei onde me apoio neste pensamento e neste caso coisas tão simples como os teus estados no facebook e maneira como os escreves e o que escreves, coisas tão simples como falarem-me de ti e contarem-me coisas que ainda não sabia, muito menos se iria saber e a verdade é que só me faz perguntar a mim mesma para que raio sirvo na realidade. a questão é que sempre que te avisei tu pedias desculpa mas passado umas semanas o caso voltava-se a repetir e isso custa e dói porque sempre te garanti desde inicio que estaria ao teu lado fosse qual fosse a situação. a verdade é que ainda estou aqui como sempre porque tenho imenso respeito por ti e porque és o meu melhor amigo. outra razão para te dizer isto é porque te sinto distante de mim cada vez mais e para distâncias já me chega a física, claro que não preciso dos teus telefonemas a toda a hora, das tuas mensagens a todo o minuto e sei que não tenho razão para me queixar disso pois eu também não o faço mas estou a falar disto não por esse motivo, mas pelo facto de apesar de não mantermos contacto todos os dias prometemos a ambos partilhar tudo e contar tudo um ao outro (mais uma vez fossem assuntos graves ou não) mas passou imenso tempo desde a ultima vez que me ligas-te a pedir ajuda e as tuas preocupações começaram a ser publicadas diante toda a gente na porcaria da net e eu sempre esperei, sempre esperei que me ligasses segundos depois daquilo a contar tudo e nem uma chamada recebi até hoje até porque sempre fui eu a ligar e perguntar o que se passava quando o curso natural das coisas seriam ao contrário. Não sei se estou a ser injusta, mas a verdade é que és dos primeiros a saber de toda a minha vida se for necessário e tenho a certeza que nunca a soubeste a partir do face ou de outras pessoas e aí está a diferença que te quero fazer mostrar. com isto tudo que nem é metade do que ainda tenho para te dizer só te peço, peço-te sinceramente por favor para me ligares quando precisares de mim, quando tiveres algo que achas importante e queiras contar, sim que QUEIRAS, porque com esta indignação toda não quero que penses que exijo saber tudo de ti mas pelo menos as coisas que são básicas e acima de tudo aquilo que sentes.
tirando tudo isto e pedindo o que tinha a pedir, a verdade é que já passou um ano e á um ano atrás estava no mesmo sofá, em frente ao mesmo computador a falar contigo e o que mudou afinal? pouco. O teu sorriso continua a encantar-me, a tua parvoíce continua a animar-me, a distância continua a f**** tudo, é apenas um ano que passou. continuas a ser das melhores presenças junto de mim, das primeiras pessoas que me sabe meter a sorrir e a seguir em frente e só te tenho a agradecer por isso. se tivesse uma dia que pudesse voltar atrás não mudaria nenhuma palavra entre nós, nenhum abraço que me deste, nenhuma piada que mandas-te, nenhum telefonema de 9 horas, nenhum testamento que me envias-te, nem mesmo erros ortográficos ou palavras mal escolhidas, absolutamente nada! sabes, ás vezes sinto a tua falta e muitas vezes lembro os poucos mas extraordinários momentos em que tivemos juntos, como o primeiro dia em que me chamás-te de melhor amiga, os dias após que nunca me largavas, o dia em que andámos nos baloiços feitos parvos, as vezes em que me pegavas ao colo, em que me dizias "eu amo-te", o dia do teu aniversário, o dia em que apanhas-te a maior bebedeira que alguma vez vi e que no meio da praça em plenas onze da noite te ajoelhas-te e gritas-te "olhem para esta gaja boa", em que disses-te que irias estar sempre comigo e é isso que está sempre dentro do meu coração a todo o segundo.
amo-te melhor amigo, até ao fim dos meus dias! serás sempre parte de mim e da minha vida.

1 ano, Edgar Simão.

3 de agosto de 2011


“Espero por ti porque acho que podes ser o homem da minha vida. E espero por ti porque sei esperar, porque nos genes ou na aprendizagem da sabedoria mais íntima e preciosa, há uma voz firme e incessante que me pede para esperar por ti. E eu gosto de ouvir essa voz a embalar-me de noite antes de, tantas e tantas vezes, te encontrar nos meus sonhos, e a acalentar-me de manhã, quando um novo dia chega e me faz pensar o quão longa e inglória pode ser a minha espera.”
Margarida Rebelo Pinto

2 de agosto de 2011


"Toco a tua boca com um dedo, toco o contorno da tua boca, vou desenhando essa boca como se estivesse a sair da minha mão, como se, pela primeira vez, a tua boca  se entreabrisse, e basta-me fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar. Faço nascer, de cada vez, a boca que desejo, a boca que a minha mão escolheu e desenha no teu rosto, uma boca eleita entre todas, com soberana liberdade, eleita por mim para desenhá-la com a minha mão no teu rosto, e que, por um acaso, que não procuro compreender, coincide exatamente com a tua boca, que sorri debaixo daquela que a minha mão desenha em ti. Tu olhas-me, de perto olhas-me, cada vez mais de perto, e então brincamos de ciclope, olhamo-nos cada vez mais de perto e os nossos olhos se tornam maiores (...), as bocas encontram-se e lutam debilmente, mordendo-se com os lábios (...) . Então as minhas mãos procuram afogar-se no teu cabelo, acariciar lentamente a profundidade do teu cabelo, enquanto nos beijamos como se estivéssemos com a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de fragrância obscura. E se nos mordemos, a dor é doce; e se nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego, essa instantânea morte é bela. E já existe uma só saliva e um só sabor de fruta madura, e eu sinto-te a tremular contra mim, como uma lua na água."

Julio Cortázar
(Reescrito em português)

1 de agosto de 2011

fecho os olhos, volto a ver-te ...
eu tentei de tudo, tudo mesmo: ver filmes, ouvir música, navegar na net, ler e mesmo assim não consigo fazer com que ele apareça. não, não és tu, (não porque não quero mas porque infelizmente não posso) é o sono, ele não aparece outra vez!
eu tentei, encostei a cabeça á almofada e tentei, fechei os olhos, meti os fones e tentei!
são 6 e 40 da manhã e continuo a tentar parar com os pensamentos, a fazer com que saias deles e te vás embora (apenas por um bocadinho).
fecho os olhos, volto a ver-te e... "quero-te!".
como parece tão real essa voz que não me deixa adormecer, esse sussurrar sincero que faz cócegas junto aos meus ouvidos, esses olhos que persistem a olhar nos meus e esse sorriso, esse sorriso, esse sorri... (mordo o lábio) meu Deus!
fecho os olhos, volto a ver-te e ... já te disse que gosto de ti? sim, já te disse o quanto te quero ao meu lado, o quanto preciso de ti também? já te disse que sinto a falta do teu perfume, do teu abraço? acho que já não me importa, a única forma de estar perto de ti é ao fechar os olhos porque te sinto, sinto-te por uns instantes a passar a mão pela minha pele até me dares a mão, a aproximares o teu corpo do meu e a tua boca da minha sem sequer lhe sentir o sabor; já te disse que consigo ouvir a tua voz sem sequer teres falado comigo? já te disse que ... que te ... que te amo? já te disse que não te quero perder? já te disse que ...

"É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar, a trevo machucado,
as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato...
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te."

Mário Quintana