eu jurei ter dito tudo o que poderia dizer-te, jurei pela minha vida que te tinha dado mais que provas que não te queria fora da minha rotina e sinceramente estou tão perdida que nem sei o que fazer. já deveria ser a altura em que metia na cabeça que devia parar com isto e eu garanto que estou cansada de levar 'tacadas' das pessoas. já não é a primeira vez que saio para me divertir e no fim da noite chego destroçada a casa. e se eu tenho algo a dizer, vou dizer já.
quase que chorei quando me abraçei ao meu melhor amigo a queixar-me do que tem acontecido, do que li, do que vi, do que me vai na cabeça e eu estou tão cansada que só me apetece fugir. é tão estúpido que ás vezes nem sei como contar as coisas direitas, ou explicar tudo o que sinto. estou assustada comigo, com tudo o que anda a acontecer e durante a noite toda tu não me saíste da cabeça. arrependo-me de algumas coisas, algumas delas bastante recentes; arrependo-me de tal forma que agora sei que não há volta a dar. sentei-me numa escada calada, a olhar para a estrada feita idiota com as pessoas que me são mais próximas á volta e não sabia por onde começar a falar porque eu só precisava era de desaparecer por uns instantes e pensar em tudo, só precisava era de ser uma mulher e terminar com as minhas ilusões.
eu jurei por tudo que não queria isto e eu só queria saber o que raio se passa, só te queria abraçar de uma vez e meter-te um sorriso na cara, pedir-te para ficares e seres feliz porque eu preocupo-me contigo e estar sem saber nada parece um inferno e nas portas dele já me encontro eu hoje.
5h.
13 de julho de 2012
10 de julho de 2012
eu não me vou gabar, muito menos ser desonesta comigo mesma porque sou uma pessoa com imensos defeitos e feitios, muitos deles insuportáveis e ridículos. gosto imenso de deixar esclarecido o que me vai na cabeça em certos momentos e hoje é um deles. os 18 anos aproximam-se e em todos estes anos já vi, ouvi e experimentei coisas que por muito boas ou más que sejam me fizeram crescer como pessoa. há coisas que nos marcam, coisas que ficam para o resto da nossa vida e é a partir dessas vivências que agimos, pensamos e falamos conforme o que sabemos. pior que marcas físicas, são marcas que nos afectam a nível psicológico, pois a dor passa, o sangue deixa de escorrer, as feridas saram enquanto que uma desilusão ou uma perda permanecem na nossa mente a cada vez que nos tentamos aproximar de alguém. é estranho quando instintivamente começas a avaliar tudo e todos á tua volta, quando desconfias do mundo, quando chegas a pensar que estar sozinho é a melhor opção mas depois chega alguém, alguém que nunca te desiludiu e que faz de tudo para que mudes o que para ti está errado. sou uma pessoa que já caiu no mesmo erro várias vezes e que mesmo a ser avisada preferiu atirar-se para o "poço" outra vez por acreditar que por acontecer uma vez não iria acontecer na próxima e mesmo que não ganhes uma desilusão com a pessoa que estás á espera, irás ganhar com outra ou em relação qualquer situação na tua vida. mas sempre me ensinaram que é a arriscar que vemos e a errar é que aprendemos.
quando as coisas parecem dar resultado na tua vida, quando chegas a um ponto de felicidade extrema em que nada ou ninguém te afecta, lutas para que essa alegria permaneça mas quando tudo se vira do avesso e algo corre mal, choras e perdes-te por uns momentos até acabares por aprender a levantar a cabeça e a continuar a viver, a crescer. sendo tão nova, sei que há imensas coisas que tenho de aprender, e que são todas estas experiências que me fortalecem a cada dia que passa. em muitos obstáculos da minha vida, eu tropecei, eu falhei com pessoas que gostavam de mim, eu menti a mim mesma acerca do que queria e do que sentia e hoje apesar de ser ainda 'complicada', eu acredito que sou uma boa pessoa, tão boa que é raro encontrar alguém como eu e que me compreenda e mais nos dias de hoje. eu não entendo o que se passa com o pessoal de agora, eu até aos meus 16 anos saia ás 20h para um bar para estar á meia noite em casa, eu nunca apanhei uma bebedeira na minha vida, só tive um namorado até hoje, só dou paleio a rapazes que acho que valem a pena o meu tempo, que tenham conversas longas e decentes, que me saibam cativar, gosto de ser respeitada e de ter respeito por mim, sou estável em sentimentos, não gosto de deixar ninguém para trás e quando amo, amo a sério, quando me aproximo é para sempre, quando quero faço de tudo para ter e luto, luto por ter as melhores pessoas do mundo ao meu lado, todos os dias. mas hoje reflicto: hoje vejo raparigas e rapazes a sair quase todos os dias, com menos de 16 anos a fumar, a beber que nem um adulto, atiram-se a qualquer pessoa que vejam sem problemas nenhuns, dão paleio ao primeiro(a) que aparece, fazem coisas com vários(as) que eu só fiz com um, o 'para sempre' deles dura até encontrarem alguém melhor, há amizades tão boas que é só virar as costas e já estão a criticar, há 'amo-tes' que se repetem mais vezes do que a minha mãe a dizer 'vai arrumar o quarto', fazem figuras tristes em plena rua e lixam-se para quem lhes quer abrir os olhos, não acreditam no futuro, deixam os estudos para trás e preferem andar na merda do que ser alguém. não sei se sou eu que sou diferente e acho que isto nem sequer se deve á educação, deve-se sim ás influências. o meu pai sempre me disse que se precisasse de fumar, eu podia-lhe ir pedir um cigarro e fumar com ele e até á uns tempos atrás nunca agarrei no tabaco e quando fumei a primeira vez, os meus pais foram os primeiros a saber; não gosto de bebidas alcoólicas, sei-me divertir sem elas; gosto de sair uma vez por semana para ir beber um café e conversar com o meu/minha melhor amigo(a) e umas duas vezes por mês para irmos até uma discoteca e dançar um bocado; sou extremamente faladora e adoro conversas profundas e interessantes; gosto de conhecer bem alguém, de me aproximar quando acho que vale a pena, de admitir quando gosto de alguém e de lutar quando quero; só dou confiança a quem merece, tenho uma excelente relação com todos os meus amigos, e quando comecei a namorar os únicos homens que tinham a minha atenção era o meu pai, o meu namorado e o meu melhor amigo, deixava de responder a todos os outros, apaguei contactos, saia apenas com os amigos(as) mais próximos, dava mais valor a um dia a passear de mãos dadas do que um dia enfiada no quarto; quando prometo um 'para sempre' eu não falho e mesmo que haja distâncias ou o que seja, evito perder o contacto. sei que as aparências iludem e sei de trás para a frente o que muita gente pensa acerca da minha pessoa, que sou a rainha e uma convencida que pensa que é melhor que os outros e sabe demais, uma arrogante e uma falsa que só quer chamar a atenção; tudo bem, disso tiro a parte positiva porque eu ainda sei o que sou. o único defeito que ainda tenho é ter paciência a mais para esse tipo de pessoas, é acreditar e amar demais, é aproximar-me e não largar mais quem gosto, é lutar por ter o que quero comigo e quando digo que não sou como as outras, não, não sou mesmo e depois de entrar na tua vida verás que estou a dizer a verdade.
quando as coisas parecem dar resultado na tua vida, quando chegas a um ponto de felicidade extrema em que nada ou ninguém te afecta, lutas para que essa alegria permaneça mas quando tudo se vira do avesso e algo corre mal, choras e perdes-te por uns momentos até acabares por aprender a levantar a cabeça e a continuar a viver, a crescer. sendo tão nova, sei que há imensas coisas que tenho de aprender, e que são todas estas experiências que me fortalecem a cada dia que passa. em muitos obstáculos da minha vida, eu tropecei, eu falhei com pessoas que gostavam de mim, eu menti a mim mesma acerca do que queria e do que sentia e hoje apesar de ser ainda 'complicada', eu acredito que sou uma boa pessoa, tão boa que é raro encontrar alguém como eu e que me compreenda e mais nos dias de hoje. eu não entendo o que se passa com o pessoal de agora, eu até aos meus 16 anos saia ás 20h para um bar para estar á meia noite em casa, eu nunca apanhei uma bebedeira na minha vida, só tive um namorado até hoje, só dou paleio a rapazes que acho que valem a pena o meu tempo, que tenham conversas longas e decentes, que me saibam cativar, gosto de ser respeitada e de ter respeito por mim, sou estável em sentimentos, não gosto de deixar ninguém para trás e quando amo, amo a sério, quando me aproximo é para sempre, quando quero faço de tudo para ter e luto, luto por ter as melhores pessoas do mundo ao meu lado, todos os dias. mas hoje reflicto: hoje vejo raparigas e rapazes a sair quase todos os dias, com menos de 16 anos a fumar, a beber que nem um adulto, atiram-se a qualquer pessoa que vejam sem problemas nenhuns, dão paleio ao primeiro(a) que aparece, fazem coisas com vários(as) que eu só fiz com um, o 'para sempre' deles dura até encontrarem alguém melhor, há amizades tão boas que é só virar as costas e já estão a criticar, há 'amo-tes' que se repetem mais vezes do que a minha mãe a dizer 'vai arrumar o quarto', fazem figuras tristes em plena rua e lixam-se para quem lhes quer abrir os olhos, não acreditam no futuro, deixam os estudos para trás e preferem andar na merda do que ser alguém. não sei se sou eu que sou diferente e acho que isto nem sequer se deve á educação, deve-se sim ás influências. o meu pai sempre me disse que se precisasse de fumar, eu podia-lhe ir pedir um cigarro e fumar com ele e até á uns tempos atrás nunca agarrei no tabaco e quando fumei a primeira vez, os meus pais foram os primeiros a saber; não gosto de bebidas alcoólicas, sei-me divertir sem elas; gosto de sair uma vez por semana para ir beber um café e conversar com o meu/minha melhor amigo(a) e umas duas vezes por mês para irmos até uma discoteca e dançar um bocado; sou extremamente faladora e adoro conversas profundas e interessantes; gosto de conhecer bem alguém, de me aproximar quando acho que vale a pena, de admitir quando gosto de alguém e de lutar quando quero; só dou confiança a quem merece, tenho uma excelente relação com todos os meus amigos, e quando comecei a namorar os únicos homens que tinham a minha atenção era o meu pai, o meu namorado e o meu melhor amigo, deixava de responder a todos os outros, apaguei contactos, saia apenas com os amigos(as) mais próximos, dava mais valor a um dia a passear de mãos dadas do que um dia enfiada no quarto; quando prometo um 'para sempre' eu não falho e mesmo que haja distâncias ou o que seja, evito perder o contacto. sei que as aparências iludem e sei de trás para a frente o que muita gente pensa acerca da minha pessoa, que sou a rainha e uma convencida que pensa que é melhor que os outros e sabe demais, uma arrogante e uma falsa que só quer chamar a atenção; tudo bem, disso tiro a parte positiva porque eu ainda sei o que sou. o único defeito que ainda tenho é ter paciência a mais para esse tipo de pessoas, é acreditar e amar demais, é aproximar-me e não largar mais quem gosto, é lutar por ter o que quero comigo e quando digo que não sou como as outras, não, não sou mesmo e depois de entrar na tua vida verás que estou a dizer a verdade.
5 de julho de 2012
sem pré aviso, sem uma desculpa e sem o minimo motivo tu apareceste. eras apenas mais um que tinha adicionado no facebook, bonito, sem saber absolutamente nada de ti ou sequer da tua vida. seguiamos caminhos opostos e nunca adivinharia que te virias a intrometer no meu. por muito pouco tempo que é, seja agora ou em qualquer altura na minha vida, não mudaria uma palavra dita, não me arrependo de ter ido a correr para te ver, não alteraria qualquer mensagem nem a quantidade de caracteres que escrevi assim como o vocabulário ultilizado, qualquer palavra idiota ou até mesmo erros ortográficos. sei que não é fácil, que chego a cansar mas a cena é que preciso de ti e tudo muda quando sei que estás "lá" porque manténs-me calma e com um sorriso na cara que vem nem sei de onde. tens essa capacidade: de saber como me pôr a sorrir e eu gosto disso. quero que saibas, antes de mais, que não exigo que fiques mas dar-te-ei sempre razões para não ires embora mas se precisares de ir, agradeço-te que me digas. ficarei sempre ao teu lado, mesmo que não te veja ou tu não me fales, espero que me guardes perto de ti, sempre.
e, loveyou k?♥
(tf)
e, loveyou k?♥
(tf)
se é dificil? é. manter-me forte por toda a gente à minha volta, com um bom sorriso que rápido se vai embora quando volto a estar sozinha. é dificil quando quero tentar matar agluém que está dentro de mim, que me come por viva e que por mais que queira não consigo fazer nada quanto a isso. não importa o quanto me esforçe, simplesmente não vai embora, não abandona o meu corpo um segundo. ainda nem acredito que desisti, que te deixei cair da minha vida de vez. tentei fazer qualquer coisa para ficares, e quando quisesses ir eu prometi que iria contigo, a qualquer altura. sim, eu tentei, todos os dias. e a cada dia ficava mais dificil de te manter, até me aperceber que o que queres realmente é uma vida sem mim. então eu desisti e eu sei que agora foste embora de vez. eu desejava ter conseguido que ficasses comigo, mas todas as lágrimas, as promessas e as falhas fazem o meu coração partir-se mais um pouco.
hoje, 5*
hoje, 5*
4 de julho de 2012
é, estou um pouco desorientada sim. parece que sou uma miudinha de 12 anos outra vez sem saber para que lado me virar. se eu quero, não sei como avançar da melhor maneira sem me atirar logo de cabeça, se eu não quero não sei como meter travão nas coisas. se me aproximo demais sinto-me chata, se me afasto sinto falta.
a cena é que quando estás presente me fazes esquecer tudo e voltar a acreditar que posso ser feliz, depois meto-me a pensar se é mesmo assim que ficarei bem, ao ter este apego a ti tão rapidamente. se não me dizes nada, chega a ser um castigo, tão grande que me pergunto o porquê de ficar tão "perdida". quando olhei para ti, foi diferente, diferente e estranho por nas horas seguintes me perguntar cem vezes por segundo o que iria fazer, o que queria de ti, o que seria de mim, estranho por te querer afastar e agarrar ao mesmo tempo. preciso de outra cabeça e de outro coração porque sinceramente estes não estão a funcionar como deveriam, o coração não me aponta nenhum caminho e a cabeça troca-me todas as opções possíveis.
a cena é que quando estás presente me fazes esquecer tudo e voltar a acreditar que posso ser feliz, depois meto-me a pensar se é mesmo assim que ficarei bem, ao ter este apego a ti tão rapidamente. se não me dizes nada, chega a ser um castigo, tão grande que me pergunto o porquê de ficar tão "perdida". quando olhei para ti, foi diferente, diferente e estranho por nas horas seguintes me perguntar cem vezes por segundo o que iria fazer, o que queria de ti, o que seria de mim, estranho por te querer afastar e agarrar ao mesmo tempo. preciso de outra cabeça e de outro coração porque sinceramente estes não estão a funcionar como deveriam, o coração não me aponta nenhum caminho e a cabeça troca-me todas as opções possíveis.
29 de junho de 2012
é estranho... tão estranho que nem sequer consigo arranjar palavras para descrever. estranho quando uma pessoa deixa de ser o teu mundo e quando vês, ela já nem significa o mesmo para ti mesmo quando antes ela era tudo. quando já não encontras motivos suficientes para estar com ela ou até mesmo falar com ela, estranho quando as suas chamadas á noite já não fazem falta ou a sua presença é indiferente. estranho mesmo, é quando voltas a sentir o coração preenchido de tal maneira que não arranjas explicação para o que raio se passa, nem consegues decifrar se tudo o que sentes é pelo teu pensamento ou é mesmo provocado pelo coração. se isto é real, então aconteceu mais depressa do que imaginei e tenho medo disso, tanto que me impede de agir sobre o que quer que seja na minha vida. estou demasiado presa aos meus pensamentos, aos sentimentos que ainda nem sequer percebi. é nestas alturas que precisava de fugir, fugir mesmo e mesmo assim na dúvida se levaria alguém comigo, ou não.
28 de junho de 2012
"(...)Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a dúvida se fizemos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito, (...).Às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo abaixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último comboio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora, ou então pedir a alguém que guarde tudo num cofre e que a seguir esqueça o segredo.Às vezes é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar, não aceitar sem participar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio e paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar. Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho e mesmo que não haja caminho porque o caminho se faz a andar, o sol, o vento, o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então esquecer."
Margarida Rebelo Pinto
25 de junho de 2012
saio de casa e respiro o agradável vento de verão, sinto-te perto como se fosses o ar quente que me rodeia e drogo-me em ti mesmo sem estares perto, revirando os olhos de loucura, arrepiando-me ao imaginar o teu toque. encosto-me á parede e fecho os olhos, escutando música aos berros e transporto-me para outro mundo, para outra vida, mais feliz, mais calma, mais simples. e continuas em todas em que imagino estar. sorris e quando dou por mim estou a sorrir também. há coisas que ainda tenho para te dizer, que não podem jamais ser escritas ou lidas e com tanta coisa para dizer, acabo por não abrir a boca porque a coisa que quero é não falar, o que preciso é de sentir, mais uma outra vez. e faço isso todos os dias, mesmo sem estares aqui, porque as memórias são mais reais do que imaginei ser possível, elas trazem-me todas as sensações passadas ao presente e é delas que me alimento sempre que preciso de ti. quando me apercebo, estou triste, agustiada, com saudades, estou com tudo menos contigo.
fecho os olhos e esta é a minha vida real: escura, arrepiante, assustadora, sem luz, sem esperança, sem ti.
24 de junho de 2012
quando dei por mim, era tarde: tinha afundado a minha cabeça na realidade. agarrei no cigarro e fumei, como se fosse um hábito que tinha á anos afastando-me de quem passasse por mim, discutindo com os meus botões e com a minha colega que se esforçava para me compreender.
- "diz-me Ana, não dói? quando alguém passa por ti e nem sequer uma palavra te diz? quando está mesmo á tua beira e nem sequer te comprimenta, como se fosses, invisivel? não dói? quando perdes alguém que estava presente todos os dias? quando lhe observas o sorriso que tantas vezes foste o motivo dele aparecer? quando olhas nos seus olhos e lembraste de tudo o viveste e ainda podias viver? não dói? saber que neste momento poderias agarrar nessa pessoa e sentar-te na areia longe de todos e ficarem juntos apenas a preencherem a falta um do outro? responde-me, estou louca? tão louca que chegue para ele estar encravado na minha memória e o seu sorriso ainda a fazer-me bem mesmo sem ser meu? diz-me!"
- "sim, dói. eu sei que dói, eu sei o que isso é!"
e com esta resposta silenciei-me, voltei a roubar-lhe o cigarro e tentei eliminar tudo o que tinha em mente, tudo o que me estava a arruinar a noite, tudo o que me destruia aos poucos por dentro, tudo o que durante anos nunca me saiu da cabeça.
- "diz-me Ana, não dói? quando alguém passa por ti e nem sequer uma palavra te diz? quando está mesmo á tua beira e nem sequer te comprimenta, como se fosses, invisivel? não dói? quando perdes alguém que estava presente todos os dias? quando lhe observas o sorriso que tantas vezes foste o motivo dele aparecer? quando olhas nos seus olhos e lembraste de tudo o viveste e ainda podias viver? não dói? saber que neste momento poderias agarrar nessa pessoa e sentar-te na areia longe de todos e ficarem juntos apenas a preencherem a falta um do outro? responde-me, estou louca? tão louca que chegue para ele estar encravado na minha memória e o seu sorriso ainda a fazer-me bem mesmo sem ser meu? diz-me!"
- "sim, dói. eu sei que dói, eu sei o que isso é!"
e com esta resposta silenciei-me, voltei a roubar-lhe o cigarro e tentei eliminar tudo o que tinha em mente, tudo o que me estava a arruinar a noite, tudo o que me destruia aos poucos por dentro, tudo o que durante anos nunca me saiu da cabeça.
20 de junho de 2012
pergunto-me como é possível achares que realmente estou tão bem como digo ou como aparento. como queres que esteja bem? a sério, como é que alguém acha que me sinto bem?
eu perdi parte de mim, perdi uma pessoa que amo com tudo que sou e tudo o que tenho, perdi uma pessoa com a qual a minha vida estava planeada, perdi uma pessoa que fiz de tudo para não perder. se estou bem? estou, estou apenas por saber que vou sair desta cidade e fazer de tudo para evitar o contacto com quem quer que seja. you know, há dias em que prefiro estar sozinha com os meus pensamentos e a minha música, outros em que tenho obrigatoriamente de estar ao lado de alguém; há dias em que me esfolo para evitar a dor, dias em que sofro demais; há dias em que me apetece agarrar no telemóvel e ouvir a tua voz, dias em que me apetece ligar-te e dizer que sinto a tua falta, dias em que me apetece chamar-te tudo o que é de mau; há dias em que me apetece ir ter contigo e abraçar-te, dias em que me apetece ir ter contigo e dar-te uma chapada; há dias em que daria a vida para acordar contigo ao meu lado, dias em que te quero ver desaparecer; há dias em que penso que tudo vai correr bem, dias em que penso que nada irá ser igual; dias em que penso no que fiz de mal, dias em que reconheço tudo o que fiz de bem; dias em que nao sei o que faça com o tudo o que me deste, dias em que agarro nessas coisas e me abraço a elas; dias em que sorrio, noites em que choro; há dias em que quero desaparecer, dias em que preciso de ficar; há dias em que todo o medo se apodera de mim, dias em que sou forte como ferro. e a cada dia que passa não sei se lute, não sei se esqueça, não sei se chore, não sei se desapareça, não sei se ame. sinto que metade de mim faleceu, e o que me mantém viva são os momentos. queres mesmo saber? não, não estou absolutamente nada bem e sim, sinto a puta da tua falta, muita. e sim, amo-te imenso, mais do que devia. espero que tenhas uma boa vida, eu estou farta de tentar ficar nela. assim como farta de ser desiludida, farta de ter tudo e do nada alguém me roubar o que tenho de melhor, farta de lutar e ninguém reconhecer, farta de amar e ninguém retribuir, farta de querer e ninguém se esforçar para dar, farta, farta de tudo.
eu perdi parte de mim, perdi uma pessoa que amo com tudo que sou e tudo o que tenho, perdi uma pessoa com a qual a minha vida estava planeada, perdi uma pessoa que fiz de tudo para não perder. se estou bem? estou, estou apenas por saber que vou sair desta cidade e fazer de tudo para evitar o contacto com quem quer que seja. you know, há dias em que prefiro estar sozinha com os meus pensamentos e a minha música, outros em que tenho obrigatoriamente de estar ao lado de alguém; há dias em que me esfolo para evitar a dor, dias em que sofro demais; há dias em que me apetece agarrar no telemóvel e ouvir a tua voz, dias em que me apetece ligar-te e dizer que sinto a tua falta, dias em que me apetece chamar-te tudo o que é de mau; há dias em que me apetece ir ter contigo e abraçar-te, dias em que me apetece ir ter contigo e dar-te uma chapada; há dias em que daria a vida para acordar contigo ao meu lado, dias em que te quero ver desaparecer; há dias em que penso que tudo vai correr bem, dias em que penso que nada irá ser igual; dias em que penso no que fiz de mal, dias em que reconheço tudo o que fiz de bem; dias em que nao sei o que faça com o tudo o que me deste, dias em que agarro nessas coisas e me abraço a elas; dias em que sorrio, noites em que choro; há dias em que quero desaparecer, dias em que preciso de ficar; há dias em que todo o medo se apodera de mim, dias em que sou forte como ferro. e a cada dia que passa não sei se lute, não sei se esqueça, não sei se chore, não sei se desapareça, não sei se ame. sinto que metade de mim faleceu, e o que me mantém viva são os momentos. queres mesmo saber? não, não estou absolutamente nada bem e sim, sinto a puta da tua falta, muita. e sim, amo-te imenso, mais do que devia. espero que tenhas uma boa vida, eu estou farta de tentar ficar nela. assim como farta de ser desiludida, farta de ter tudo e do nada alguém me roubar o que tenho de melhor, farta de lutar e ninguém reconhecer, farta de amar e ninguém retribuir, farta de querer e ninguém se esforçar para dar, farta, farta de tudo.
Subscrever:
Mensagens (Atom)









