querida avó,
sei que provavelmente já não irei a tempo de te ler isto ...
olho para o passado e poucas lembranças tenho de muitos dos nossos momentos juntas e no entanto quase todos os dias estava ao teu lado e hoje sei que mesmo assim, todos esses dias foram escassos. és uma segunda mãe que sempre me protegeu, olhou por mim e me educou, sempre alegre e viva e agora custa-me olhar para ti numa cama de hospital de olhos fechados, rosto sério e pálido e com o coração a abrandar a cada hora que passa. sou-te sincera, pensava por tudo que seria bem mais fácil ultrapassar tudo isto mas ver-te assim deixa-me doente e depois olho para a minha mãe e vejo-a destroçada a pensar no que poderá acontecer em breve. estou arrependida de não conseguir ver-te hoje mas estava tal confusão no hospital que nem estacionamento se arranjou e não houve hipótese sequer de te dar um beijo. ainda me lembro de todos os domingos me perguntares quando iria casar, que querias estar lá e ver-me de branco no dia mais feliz da minha vida e acredita que se pudesse casar-me-ia já amanhã só por ti. chorei baba e ranho durante a tarde após a chamada da minha mãe a dizer para não ter esperanças e para que não me bastasse, agora ter que saber que estás ligada a uns meros aparelhos. estas últimas semanas mal peguei no telemóvel, não quero falar com ninguém, não tenho força sequer para responder, muitos menos fingir que está tudo bem. para além disso e de mim, tenho medo pela minha mãe, ela foi a única que verdadeiramente se preocupou e esteve contigo a 100% da sua vida, a única que sempre cuidou de ti, a única que continua a rezar imenso para que melhores e não sei o que será dela se partires mas já lutaste tanto por estares estes anos todos ao nosso lado que não sei se as tuas forças chegarão para mais uns dias.
aguenta-te firme avó, amanhã completas 85 anos de vida e com certeza não será o teu último aniversário <3 p="p">
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10 de dezembro de 2012
3 de dezembro de 2012
'agarra-me. puxa-me para ti e agarra-me com força, com toda a tua força. se alguma vez te pedir para me largares, seja porque motivo for, agarra-me ainda com mais força e mais garra. agora beija-me. se te negar um beijo, se te virar a cara, segura-a e beija-me com todo o teu amor. se desviar o olhar e disser que não acredito, diz mais uma vez até eu acreditar. depois beija-me, beija-me outra vez, até eu sentir tudo o que tens dentro de ti. com carinho. se te pedir que vás, não vás, abraça-me e beija-me outra vez, isso fará com que me sinta melhor. sempre que eu fugir, corre atrás de mim. não me deixes ir. não me abandones. não me deixes sozinha. não me largues. não me magoes. não me maltrates. não fujas. não desistas. não deixes de me querer. não deixes de sonhar. não deixes de acreditar. mesmo que eu te diga para o deixares de fazer. mesmo que digam para o deixares de fazer.'
1 de dezembro de 2012
então mas se estás mal não percas o teu tempo comigo. eu não sou nenhum corpo que encontraste por aí na noite, não sou nenhuma da tua lista de contactos com quem te encontras e ela despe-se na tua frente sem pedires nada, eu não sou nenhuma amiga ou colega tua que faz papel de amante. eu não sou uma boca que precisa ser beijada por outra qualquer. eu não preciso do teu dinheiro, muito menos do teu carro ou sequer da tua casa. sabes o que eu preciso? dos teus braços fortes, das tuas mãos quentes, o teu colo para me deitar, do teu embalo para adormecer. dos teus conselhos quando o meu lado de menina não souber o que fazer do futuro. ouve, eu não te vou pedir nada. não te vou cobrar aquilo que não me podes dar. mas uma coisa, eu exijo. quando estiveres comigo, é bom que sejas tu mesmo em corpo e alma, ás vezes mais alma, outras vezes mais corpo. mas por favor, não me apareças pela metade. não me venhas com falsas promessas. eu não me iludo com presentes caros. não amor, eu não estou à venda. eu não quero saber onde moras. desde que saibas o caminho da minha casa. eu não quero saber quanto tu ou os teus pais ganham. quero é saber se ganhas o dia quando estás comigo (…) ou me queres e vens, ou não me queres e vais passear, ter com sei lá, as tuas outras opções que nunca passaram disso mesmo. mas avisa-me logo para que eu possa desocupar o coração.
(inspirado e adaptado)
(inspirado e adaptado)
28 de novembro de 2012
e lá estou eu aqui, encontro-me a pensar em como seria estar a teu lado agora, em como seria dormir contigo com os teus braços á minha volta, com a tua cara junto á minha e a sentir o teu calor por entre os lençóis. em como seria ouvir a tua respiração adormecida e cheirar o teu perfume pelo ar do quarto. depois acordar a meio da noite e olhar pela janela, reparar em como és perfeito com a luz da lua reflectido em ti e distrair-me a olhar para todos os teus belos traços, para a tua pele morena, o teu ligeiro sorriso e as tuas mãos pousadas sobre a minha epiderme. e voltava a adormecer aquecida em nós sorrindo por te ter aqui. este pequeno coração acelera e mesmo a teu lado consigo sonhar connosco, a ter o meu melhor sonho até o sol me bater na cara e me estares a acordar com um beijo de bom dia. abro os olhos e lá estás tu, sorrindo. mergulho no teu olhar, sorrio também, abraço-te e só me apetece voltar a adormecer. então, até amanhã !
23 de novembro de 2012
"(...)
o que adianta ser atraente se não pode conquistar uma mulher? se depois de meia hora de conversa se torna mais aborrecido a cada palavra que ele fala? não me adianta de nada, o tipo que não me vai acrescentar nada. há mulheres que até perdem uns cinco minutos, mas eu não encaro.
existem os irresponsáveis e imaturos, tem uns que são até bonitos e inteligentes mas não usam o seu cérebro adequadamente. acham que a vida é só festa e que tem muito pela frente e acabam por deixar o tempo passar e deixam também as mulheres de verdade os passarem para trás. não sabem o que querem da vida, tornam-se inseguros e normalmente, fazem asneiras. irresponsabilidade e imaturidade: a combinação perfeita dos homens que nós queremos bem distantes de nós.
existem os sem noção: aquele tipo que morres de rir quanto estás junto dele, mas que normalmente só queres como amigo. nem preciso de completar mais nada.
existem os chatos: que agarram demais no teu pé, sensíveis demais e dependentes demais, parecem que nunca tiveram uma mulher na vida mas é claro que não tiveram, pelo menos não mulheres de verdade.
existem os mentirosos e querem saber? homens não sabem mentir ou a mulher é o típico mulher tapada, ou o mais normal: ela faz-se de idiota e costuma rir da cara do mentiroso (tipo: ‘e ele pensa que engana...’), pelo menos, eu acho mais normal, porque é o típico de mulher fatal: morrer por dentro de rir dele e sair linda e de coitada no final da história... e ainda, dar uma lição no contador de histórias.
e todos, realmente todos os homens traem. são realmente galinhas, eles são desonestos. não existe um desta raça que se salve. claro, existem aqueles que controlam as suas vontades, mas não deixam de colocá-las em prática. portanto, aqueles que não conseguem controlar as suas vontades tornam-se inseguros. conselho? sai fora dessa, homens inseguros vão sempre ser dependentes demais.
além disso, hoje em dia as pessoas não sabem trair. os homens não traem somente por vontade, mas também para mostrar para os amigos que ele é o ‘grande predador da área’. e então, eles faltam com respeito, traem na frente de todos e sentes-te humilhada. sabes qual deveria ser o certo? traires também, mas bem escondido e aos poucos fazê-lo confessar o que ele fez, não revelares que também trais-te, apenas guardar para ti e pensares: ‘seu idiota’ – ri-te, é melhor. se não te sentires capaz disso (como no meu caso), ignora e segue em frente, mas sem ele: lembra-te que homem é igual biscoito... vai um e vem oito – melhores.
nós mulheres queremos um homem inteligente ao nosso lado, que saiba conversar, um homem sincero, que não minta que estava a beber cerveja com os amigos quando na verdade estava agarrado á vizinha, é só falar a verdade ou não falar nada. um homem querido, delicado, que nos elogie, mas que saiba a hora de elogiar; carinhoso, mas que não fique tanto nos nossos pés para podermos sentir saudades; um homem que nos faça perder o fôlego, mas nos dê o ar para respirar; um homem que a gente possa dizer que é nosso, que saiba nos conquistar e que sobretudo, no final da história nos acrescente algo – que seja inteligente, maduro e responsável, e que nas horas vagas seja louco o bastante para se aventurar conosco. gostamos de loucuras, mas queremos inteligência."

autora desconhecida, traduzido para português.
o que adianta ser atraente se não pode conquistar uma mulher? se depois de meia hora de conversa se torna mais aborrecido a cada palavra que ele fala? não me adianta de nada, o tipo que não me vai acrescentar nada. há mulheres que até perdem uns cinco minutos, mas eu não encaro.
existem os irresponsáveis e imaturos, tem uns que são até bonitos e inteligentes mas não usam o seu cérebro adequadamente. acham que a vida é só festa e que tem muito pela frente e acabam por deixar o tempo passar e deixam também as mulheres de verdade os passarem para trás. não sabem o que querem da vida, tornam-se inseguros e normalmente, fazem asneiras. irresponsabilidade e imaturidade: a combinação perfeita dos homens que nós queremos bem distantes de nós.
existem os sem noção: aquele tipo que morres de rir quanto estás junto dele, mas que normalmente só queres como amigo. nem preciso de completar mais nada.
existem os chatos: que agarram demais no teu pé, sensíveis demais e dependentes demais, parecem que nunca tiveram uma mulher na vida mas é claro que não tiveram, pelo menos não mulheres de verdade.
existem os mentirosos e querem saber? homens não sabem mentir ou a mulher é o típico mulher tapada, ou o mais normal: ela faz-se de idiota e costuma rir da cara do mentiroso (tipo: ‘e ele pensa que engana...’), pelo menos, eu acho mais normal, porque é o típico de mulher fatal: morrer por dentro de rir dele e sair linda e de coitada no final da história... e ainda, dar uma lição no contador de histórias.
e todos, realmente todos os homens traem. são realmente galinhas, eles são desonestos. não existe um desta raça que se salve. claro, existem aqueles que controlam as suas vontades, mas não deixam de colocá-las em prática. portanto, aqueles que não conseguem controlar as suas vontades tornam-se inseguros. conselho? sai fora dessa, homens inseguros vão sempre ser dependentes demais.
além disso, hoje em dia as pessoas não sabem trair. os homens não traem somente por vontade, mas também para mostrar para os amigos que ele é o ‘grande predador da área’. e então, eles faltam com respeito, traem na frente de todos e sentes-te humilhada. sabes qual deveria ser o certo? traires também, mas bem escondido e aos poucos fazê-lo confessar o que ele fez, não revelares que também trais-te, apenas guardar para ti e pensares: ‘seu idiota’ – ri-te, é melhor. se não te sentires capaz disso (como no meu caso), ignora e segue em frente, mas sem ele: lembra-te que homem é igual biscoito... vai um e vem oito – melhores.
nós mulheres queremos um homem inteligente ao nosso lado, que saiba conversar, um homem sincero, que não minta que estava a beber cerveja com os amigos quando na verdade estava agarrado á vizinha, é só falar a verdade ou não falar nada. um homem querido, delicado, que nos elogie, mas que saiba a hora de elogiar; carinhoso, mas que não fique tanto nos nossos pés para podermos sentir saudades; um homem que nos faça perder o fôlego, mas nos dê o ar para respirar; um homem que a gente possa dizer que é nosso, que saiba nos conquistar e que sobretudo, no final da história nos acrescente algo – que seja inteligente, maduro e responsável, e que nas horas vagas seja louco o bastante para se aventurar conosco. gostamos de loucuras, mas queremos inteligência."

autora desconhecida, traduzido para português.
19 de novembro de 2012
os outros.
13 de novembro de 2012
'é que eu tinha uma necessidade
imensa de ser especial na vida de alguém. de ser aquela em que não saísse da
cabeça dele, de que ele tivesse orgulho de dizer que “é ela a minha
garota”. eu só
queria ser lembrada e jamais esquecida. queria ser a garota e não mais
uma qualquer. queria que alguém planejasse um futuro comigo. que pensasse em
casar e ter filhos. alguém que abrisse mão de um final de semana com qualquer
pessoa só pra ficar comigo. alguém que enxergasse além dos meus defeitos. que
percebesse que por baixo dessa casca grossa, existe uma garota sensível e
muito sentimental.
alguém que reconhecesse o valor que eu tenho. só queria alguém que me amasse,
sem vírgulas, sem reticências, sem etc, sem nunca ter um ponto
final.'
8 de novembro de 2012
'tenho cabeça, coração e respeito-me. acredito em sonhos, não em utopia. mas quando sonho, sonho alto. estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente. sou isto hoje, amanhã já me reinventei. sou complexa, sou mistura. perco-me, procuro-me e encontro-me. e quando necessário, enlouqueço e deixo ir. não me doo pela metade, não sou tua meio amiga nem teu quase amor. ou sou tudo ou sou nada. não suporto meio termos.'
Clarice Lispector
(traduzido para português)
Clarice Lispector
(traduzido para português)
6 de novembro de 2012
nem me reconheço. todos os dias saio de casa com outra atitude, com um modo de olhar para as coisas completamente distinto, um pensamento fixo e o mais correcto que conseguir, um espírito saudável, um humor estável. qualquer stress resolvo-o, qualquer estupidez deito fora; pessoas excelentes e verdadeiras estão ao meu lado, pessoas falsas já nem falam nem eu lhes dou conversa; os amigos antigos escuto com atenção, os recentes deixo que eles me conheçam melhor; se estiver mal disposta aguento, se tiver bem disposta faço uma festa. estou a crescer por mim, solteira, feliz e rodeada de quem gosta de mim.
hoje posso afirmar tomei uma decisão, das melhores que poderia ter tomado e que daqui a uns tempos muita gente vai perceber o que decidi e que enfim, algumas pessoas poderão ficar felizes porque se não fossem elas eu não o faria de certa forma. anyway, só quero dizer que quando é para criticar, toda a gente está cá mas quando é para apontar o dedo ao espelho já é complicado levantar a mão e foi a aprender a olhar para mim que não julgo os outros, o problema é que há gente que ainda não aprendeu a fechar a boca sequer.
e anotem aí seguidores, eu ainda vou calar a boca a muita gente que duvidou do que sou capaz (: e será para breve.
eu não mudei, eu cresci e alguns deviam experimentar fazer o mesmo.
hoje posso afirmar tomei uma decisão, das melhores que poderia ter tomado e que daqui a uns tempos muita gente vai perceber o que decidi e que enfim, algumas pessoas poderão ficar felizes porque se não fossem elas eu não o faria de certa forma. anyway, só quero dizer que quando é para criticar, toda a gente está cá mas quando é para apontar o dedo ao espelho já é complicado levantar a mão e foi a aprender a olhar para mim que não julgo os outros, o problema é que há gente que ainda não aprendeu a fechar a boca sequer.
e anotem aí seguidores, eu ainda vou calar a boca a muita gente que duvidou do que sou capaz (: e será para breve.
eu não mudei, eu cresci e alguns deviam experimentar fazer o mesmo.
3 de novembro de 2012
5 da manhã. cheguei a casa e sentei-me um pouco para descansar.
fiz de conta que a ferida não se abrira nem que me importava que o sangue escorresse por todo o meu corpo, fiz de conta que alguém compreendia o meu silêncio por entre a escuridão do meu quarto e que estavas ali a dar-me a mão. fiz de conta que me irias salvar da minha quase morte interior e que todos a meu redor compreendiam, fiz de conta não precisaria de morrer de medo, ou de saudade, fiz de conta que estava nos teus braços, deitada sobre uma manta quente protegida, fiz de conta que finalmente destrui quem me queria mal. fiz de conta que não estava a chorar, que tudo estava bem e em ordem. mas essa era a minha imaginação. a minha verdadeira realidade é que sempre estive contra tudo e não fazia ideia. mas hoje sei que sou apenas eu e a liberdade que ás vezes não sei usar, sou eu e a responsabilidade de mentir. perco-me e assumo o meu medo e dói-me tanto que me corrói o coração. guardo tudo comigo e em segredo, para que eu não me julgue a mim mesma, para viver com segredos, porque tenho agora que aprender a viver com eles. até ao dia em que não suportar mais.
fiz de conta que a ferida não se abrira nem que me importava que o sangue escorresse por todo o meu corpo, fiz de conta que alguém compreendia o meu silêncio por entre a escuridão do meu quarto e que estavas ali a dar-me a mão. fiz de conta que me irias salvar da minha quase morte interior e que todos a meu redor compreendiam, fiz de conta não precisaria de morrer de medo, ou de saudade, fiz de conta que estava nos teus braços, deitada sobre uma manta quente protegida, fiz de conta que finalmente destrui quem me queria mal. fiz de conta que não estava a chorar, que tudo estava bem e em ordem. mas essa era a minha imaginação. a minha verdadeira realidade é que sempre estive contra tudo e não fazia ideia. mas hoje sei que sou apenas eu e a liberdade que ás vezes não sei usar, sou eu e a responsabilidade de mentir. perco-me e assumo o meu medo e dói-me tanto que me corrói o coração. guardo tudo comigo e em segredo, para que eu não me julgue a mim mesma, para viver com segredos, porque tenho agora que aprender a viver com eles. até ao dia em que não suportar mais.
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