4 de abril de 2010

Talvez, um dia ..



A partir daquele dia, vivi a maioria dos meus dias sobre uma angústia enorme, de não ter aquilo que conquistei em anos e de me lamentar por ter sido eu a afastar os que amei. Passei dias a olhar para este mundo em busca do melhor, em busca de verdades, questionando o que era real.
Quando olhava para um rapaz, incomodava o modo de como agia, eram como paisagens, lugares distantes onde se reconhece cores e espaços, mas era impossivel decifrar o que guardavam dentro de si. Perdi mais do que coisas, perdi pessoas, amigos, vidas, emoções!
Às vezes pensava na vontade que tinha em tê-los de novo e a saudade apertava forte no peito, conseguia ser uma agonia de tanta dor que acabava por ficar impossível não chorar. Relembrava momentos, não porque queria mas porque a minha consciência me obrigava, era instino. Poder abraçar a melhor parte da minha vida, aqueles que estavam na minha história, conversar, rir e até discutir foi tudo o que mais desejei. Se fosse tudo tão fácil estaria bem, mas terminou.
Os meus sentimentos tornaram-se tão abstractos que acabaram baralhados por entre biliões de palavras, era muito amor, muita amizade.
Tudo isso era imortal, em tempos eram melhores amigos, hoje são saudade.


(Inspirado no texto de Fernanda Gaseta)